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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Roupas antigas viram arte

É fantástico o trabalho criado pelos artistas Alain Guerra e Neraldo, do Guerra de La Paz. Eles criaram esculturas com peças de roupas antigas que seriam jogadas nos lixões. A ideia é transformar as sobras do consumo de massa em mensagens sobre conflitos internacionais e degradação do meio ambiente.







segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Plástico verde da lucro recorde a Braskem

Braskem acaba de provar o que muitos já diziam: além de excelente imagem corporativa, medidas sustentáveis geram grandes lucros. No caso em questão, põe lucro nisso. Com investimento de R$500 milhões no projeto de desenvolvimento de sacos plásticos ecológicos ou “verdes” a empresa já estima lucro em torno de R$19 bilhões anuais - isso porque o projeto em questão ainda se encontra em fase de conclusão, embora já tenha arrebanhado contratos de fornecimento para os próximos cinco anos. Entre os clientes iniciais estão Natura, Johnson&Johnson, Estrela, Cromex, Tetra Pak e Shiseido. Mas a empresa já estuda um novo local para o funcionamento da usina produtora do plástico verde (atualmente com produção anual estimada em 200 mil toneladas), uma vez que os resultados iniciais de tal empreendimento são para lá de otimistas. Diferente das sacolas habituais, feitas de petróleo, as sacolas verdes são feitas à base de cana-de-açúcar, ou seja, já no cultivo da matéria prima há captura de gás carbônico da atmosfera. Quando lançado em 2007, a Braskem havia feito um mapeamento das empresas que trabalhavam o conceito de sustentabilidade e comprovou que medidas sustentáveis preservam a natureza e geram negócios mais sustentáveis ainda.

Ecofashion, o luxo do lixo


São modelos confeccionados a partir de fibras de garrafa pet, bambu ou algodão cru. Na medida em que ganham as ruas cresce o número da demanda. Seja por conscientização ambiental ou apenas moda as roupas produzidas com materiais sustentáveis são cada vez mais comuns nas ruas do país, revelando o velho clichê “luxo do lixo”.
Com designs modernos, as grifes têm cada vez mais investido em medidas que otimizem os recursos naturais, preserve o ambiente e, logicamente, satisfaça o público consumidor. Na empresa mineira Boundless, por exemplo, as fibras ecológicas já representam em torno de 20% de toda a malharia - além de já possuir reserva de mercado com vários fornecedores.


Embora ainda se restrinja a um público mais esclarecido ou mesmo escolarizado, a tendência mundial aponta para o fato de que estes produtos sejam esmagadora maioria no mercado dos próximos anos já que nossos hábitos cotidianos se mostram cada vez mais irracionais quando o assunto é a preservação da nossa própria casa – o Planeta Terra.

Manaus e o lixo que vira energia elétrica

Em usina situada em algum ponto da zona rural de Manaus, capital do Amazonas, cerca de 50 toneladas de resíduos sólidos viram combustível para equipamento que converte resíduos orgânicos em metano e hidrogênio. Através desta iniciativa, o empreendedor Fernando Garcia da vazão a um potencial energético capaz de alimentar vila com número em torno de 60 casas. Energia elétrica que vem do lixo, em um país no qual mais da metade das cidades brasileiras o despeja em locais abertos e inadequados. Além dos resíduos descartados, são aproveitados também dejetos de animais. Se utilizando do calor do sol, a fazenda gera energia e reduz em torno de 60% o volume do lixo nas cidades. Soluções viáveis que nossos governantes poderiam tomar como exemplo.

Eletrolux lança aspirador de pó produzido com plástico retirado dos mares

Já imaginou se todos, eu disse todos, os eletrodomésticos tivessem acabamento feito com resíduos descartados no meio ambiente? Seria, por exemplo, uma ótima saída para o problema da poluição dos mares, não é? A Eletrolux saiu na frente e trouxe ao público consumidor sua nova linha de aspiradores de pó, toda produzida com acabamento de plástico coletado nos mares do Pacífico, Índico, Atlântico Norte, Mediterrâneo e Báltico. 
Através dos diversos modelos disponibilizados pela empresa, a linha Eletrolux Ultra One Green aponta de forma implícita para a diversidade de tipos de poluição em cada região. Assim, cada eletrodoméstico confeccionado possui acabamento diferenciado, a depender da região onde o lixo foi coletado.  
A iniciativa da empresa é parte de uma parceria com organizações e voluntários coletores do plástico, promovendo a educação ambiental e, efetivamente, diminuindo os impactos ambientais produzidos pelo consumo do material. Além do mais, tal iniciativa contribui para a preservação das espécies já que o resíduo em decomposição é responsável pela morte de cerca de um milhão de aves marinhas. 

Papel higiênico sem rolo de papelão

O tubo de papelão, aquele cilindro que sustenta os rolos de papel higiênico, teve, recentemente, seu fim decretado no norte da América. A empresa Kimberly-Clark lançou nos Estados Unidos seu novo produto higiênico: o Natural Scott Tube-Free. Se trata de um papel higiênico que se mantém em forma cilíndrica sem a necessidade do velho rolo de papelão. A iniciativa surgiu após a constatação de que no país dos “gordinhos” cerca de 17 bilhões destes tubos são acumulados por ano sem encaminhamento do resíduo para setores de reciclagem.

Receita do dia: sabão à base de óleo de cozinha reciclado

Que do óleo de cozinha usado se faz sabão todos já devem saber ou ter ouvido falar. Mas, de forma prática, esta é a receita a ser seguida: Separe 2,5 litros de óleo de cozinha usado, 1 litro de água, 100 mililitros de amaciante de roupa e 500 gramas de soda cáustica em escama. A seguir, insira cuidadosamente no fundo de um balde a soda cáustica e, em seguida, coloque a água fervendo e mexa até o produto químico diluir. Posteriormente, coloque o óleo e o amaciante de sua preferência. Misture os ingredientes até o composto em questão ficar homogêneo. Finalizado o processo, basta colocar a mistura em fôrmas e, após seco, você terá um excelente sabão sustentável!